Ordem  dos  Advogados  

03-12-2016

Candidatos posicionam-se para Segunda Volta

 Titulo informativo Fonte Advocatus

Drº Elina Fraga e Drº Guilherme Figueiredo
Drº Elina Fraga e Drº Guilherme Figueiredo

O candidato a bastonário da Ordem dos Advogados Jerónimo Martins apela ao voto em Guilherme Figueiredo, que vai disputar a segunda volta das eleições com a atual bastonária, Elina Fraga, a 6 de dezembro.

O candidato, que ficou em terceiro lugar no ato eleitoral de 16 de novembro, afirma, em comunicado, entender que "a única opção" é "votar massiva e expressamente" em Guilherme Figueiredo. No sentido de "inverter o rumo que a Ordem dos Advogados tem trilhado nos últimos anos, em especial no mandato que agora termina".

Já o quarto candidato, Varela de Matos, ainda não definiu uma tomada de posição em relação à segunda volta. Comenta, porém: "Dos 30 mil advogados inscritos, votaram apenas 20 mil. Destes apenas cerca de oito mil votaram na atual bastonária. Ou seja, há três anos teve seis mil votos com seis candidatos. Agora com quatro candidatos, subiu apenas dois mil. Mais de três mil advogados votaram em branco. Isto diz tudo sobre o alheamento dos advogados relativamente à Ordem e o que acham do Conselho Geral no último triénio". Na sua opinião, "nem o facto de ter uma nova equipa no Ministério da Justiça, (sem qualquer mérito da direção da Ordem), que pôs os pagamentos aos advogados do apoio judiciário em dia, lhe valeu". Tal como "nem o facto de ter passado o ano em festas a oferecer papas e bolos, lhe valeu", diz.

Sobre o resultado das eleições deste mês, Guilherme Figueiredo acredita que "evidenciam, claramente, o desejo de mudança da maioria dos advogados". O advogado portuense apela a todos os que votaram na sua lista na primeira volta a "mobilizar os colegas que não votaram", os que votaram em branco e os que não se revêm na atual bastonária a votarem na sua candidatura.

"Temos que manter essa coragem para a contra-informação que vai intensificar-se, para a pressão exercida sobre colegas que vai aumentar, para a criação de ideias falsas que vai estender-se", diz. "E a coragem é a que os advogados sempre demonstram no seu quotidiano. A nossa arma é a argumentação através do discurso dos factos, através do nosso programa".

O candidato entende que a Ordem se encontra "repleta de interesses pessoais e de gastos desnecessários". E afirma tratar-se de um "combate desigual". De que são exemplos a campanha da candidata "feita através da própria Ordem; feita através de promessas, não de projetos, mas de interesses; feita com a displicente ausência em debates; culminada agora com o pedido pelo Conselho Geral aos Conselhos Regionais dos cadernos eleitorais onde constam os nomes de quem votou e de quem não votou", acusa.

Questionada pela Advocatus, a atual bastonária optou por não comentar o resultado das eleições nem perspetivar o próximo escrutínio.

 Texto  integral da Advocatus